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sexta-feira, 13 de julho de 2012

A TURMA DO GUARANÁ E O MISTÉRIO DA CASA SOMBRIA


Olá, amiguinho.
Seja bem-vindo ao blog da Turma do Guaraná,
onde você encontra leitura, diversão e muita aventura.

As crianças estavam de férias e resolveram passear pela Floresta Secreta,
e veja só o que aconteceu...



O MISTÉRIO
DA CASA SOMBRIA


       Numa bela tarde de inverno, as crianças foram passear na Floresta Secreta para saborear o delicioso suco da mexeriqueira que fica lá no alto da montanha. Todo dia, ela derrama seu suco, que escorre e se acumula na terra, formando um lago diferente de todos que já se conheceu até hoje, pois este lago é formado por suco de mexericas. As criaturinhas da floresta adoram o Lago Doce, pois o suco é docinho e saboroso.
       Chegando lá, as crianças ficaram ali, na beirinha enchendo os copos e bebendo. Trouxeram, inclusive, algumas garrafas para encher e levar para casa.
       Após se fartarem, decidiram voltar pra casa, seguindo a trilha. Mas, no meio do caminho começou a cair uma chuva muito forte, e também aconteceu que a ribanceira do morro deslizou, obstruindo a passagem. Sem conhecer outro caminho para chegar em casa as crianças correram na direção das bananeiras para se abrigar. Elas tinham as folhas largas e as protegiam da forte chuva que caía, mas não era o suficiente.
       Foi então que o Guaraná avistou lá por trás do bananal, uma casa muito simples e pequenina coberta com palha. Todos correram para lá.
       Chegando a casa, Pirrixa bateu na porta, esperou um pouco, mas ninguém atendeu.
       - Puxa, não tem ninguém. Vamos entrar pessoal – falou o Pirrixa.
       - Vamos! Já não aguento mais esta chuva! – gritou a Bolacha.
       Então as crianças entraram naquela humilde casinha e que bem arrumada era.
      - Esta casa não parece abandonada – disse o Pirrixa, observando que a lareira estava acesa.
      - Olhem um fogão à lenha com um caldeirão em cima. Alguém deve estar preparando o jantar – observou o Guaraná.
       - Ui! Que medo! Tem algo estranho neste lugar – disse Tampinha se aproximando da lareira pra se aquecer do frio.
      - Uma casa perdida no meio da floresta... Quem será que mora aqui? – perguntou Paulinha.
       - Deve ser alguém muito corajoso pra morar aqui neste lugar perdido – respondeu a Bolacha.
       As crianças estavam aconchegadas e aquecidas na casa, mas precisavam ir embora, porque já era tarde. Foi quando ouviram um barulho na porta da cozinha.
       - Alguém está chegando – disse a Paulinha, já correndo para se esconder no quarto.
       - Não quero nem ver – Tampinha falou, cobrindo os olhos com as mãos.
       E as crianças correram para se esconder no quarto.
       Fizeram muito bem, pois a dona da casa chegou e não iria gostar nada quando visse aquelas crianças bisbilhotando.
        A dona da casa era uma velha senhora, que morava ali há muitos anos.
        As crianças estavam escondidas dentro do quarto, imaginando quem seria aquela pessoa que entrou na casa. Havia na porta uma fresta, por onde olharam e mataram a curiosidade. Foi então que avistaram a impressionante imagem da dona da casa. Era uma velhinha, mas não era normal. Era uma bruxa terrível, que segurava nas mãos uma sacola, e falava:
        - A chuva forte me atrapalhou! Só consegui colher estes cogumelos venenosos, e capturar alguns sapos gosmentos!
        A Tampinha se resfriou e sem conseguir se conter, espirrou: “ATCHIM!”.
        A bruxa ouviu o espirro, e perguntou:
       - Quem está aí?





       Ninguém respondeu. Então, ela, esperta como era, entrou no quarto e descobriu as crianças escondidas.
       - Ahh! Então vocês estão aqui, escondidos. E agora, o que faço com vocês? - perguntou a bruxa às crianças.
       - Deixe-nos ir embora. Já é tarde, e precisamos atravessar a floresta – respondeu a Bolacha.
        Então, a bruxa deu uma gargalhada aterrorizante, que estremeceu toda a casa e ecoou por todo o vale da floresta:
        - Huá! Huá! Huá! Eu poderia transformá-los em sapos gosmentos para o jantar!
        - Dona bruxa, não nos transforme em sapos. Nós entramos em sua casa só pra nos proteger da chuva – disse Tampinha fazendo biquinho de choro.
        - E já estamos de saída – disse a Paulinha, já atravessando a porta do quarto.
        Foi então que a bruxa sorriu e disse:
        - Hua! Hua! Crianças, eu estou só brincando. Não se assustem. Não sou uma bruxa má.
       - Ah, não? – perguntou o Pirrixa.
       - Não. Eu não como criançinhas, mas somente cogumelos, lagartixas, olho de morcegos e baratinhas fritas. Também adoro uma deliciosa sopa de aranhas negras com nabos frescos.
       - Eca! – As meninas fizeram em coro.
      A bruxa se apresentou às crianças. Seu nome era Goya.
       Depois de conhecer seus visitantes, Goya deixou que todos saíssem do quarto e se arrumassem para ir embora.
      Como já havia estiado, ela mostrou-lhes outra trilha que não estava obstruída e que os deixaria perto da Vila das crianças. Bolacha deu à bruxa Goya uma garrafa de suco de mexerica como recordação.
        Então, as crianças se despediram da bruxa e partiram para casa.
       No meio do caminho, as meninas perceberam que Guaraná e Pirrixa desapareceram.
      - Onde os meninos estão? Só faltava essa! Eles sumirem no meio da mata! – exclamou a Bolacha.
        Foi então que as meninas viram dois sapos em cima da mochila deles.
       - Oh, não! A bruxa Goya transformou o Guaraná e o Pirrixa em sapos! – gritou a Tampinha.
       - Mas como? Se eles estavam andando com a gente ainda há pouco? – perguntou a Bolacha.
     - Não sei, mas veja, são Guaraná e Pirrixa transformados em sapos – falou a Paulinha.
      - Li num livro que só há um jeito de quebrar o encanto da magia: beijando os sapos, e eles voltarão a ser os menino – esclareceu a Tampinha.
       - Isso tá muito estranho – disse a Bolacha desconfiada.
       Foi então que, com muito nojo, a Tampinha e a Paulinha, pegaram os sapos e deram um beijo em cada um... Nada aconteceu... De repente, de trás das moitas, apareceram o Guaraná e o Pirrixa rindo muito das meninas, por terem beijado os sapos.     
       - Ora, seus enganadores! Palhaços! – elas gritaram com nojo.
      E as meninas correram atrás do Guaraná e do Pirrixa até saírem na Vila das Crianças, querendo pegá-los pra dar uns tabefes.
 
FIM


Termino a postagem aqui.
Tenham um bom fim de semana,
se divirta bastante, e não se esqueça de visitar a Turma do Guaraná, 
que no domingo volta com mais aventuras.

Grande abraço.

Paulo Alves



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4 comentários:

Rafael Fernandes disse...

ficou muito engraçada a historinha no final! E o desenho ficou d+ :-)

Paulo Alves disse...

Oi, Rafael.
Também gostei muito desta historinha.
O desenho foi muito trabalhoso, ms vale a pena ler o comentário dos amigos.

Abraços!!

Paulo Alves

Blog do Paulo Gibi disse...

Oi Paulo Alves, que delicia de história. O hábito da leitura é muito saudável e a Turma do Guaraná faz isso bem demais. Abração.

Paulo Alves disse...

Oi, Paulo Gibi.
A Turma do Guaraná existe para incentivar a leitura. Também quero oferecer às crianças diversão, aventura, e momentos de reflexão, para construir um mundo melhor.

Abraços!!