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domingo, 9 de dezembro de 2012

TURMA DO GUARANÁ E O RESGATE DAS ESTRELAS DE NATAL


Olá, querido leitor.

Nesta manhã de domingo,
resgato das antigas postagens, um lindo conto de Natal com a Turma do Guaraná.

Em dezembro do ano passado,
o nosso blog estava apenas começando, e era pouco conhecido e divulgado,
mas, já naquele Natal, eu preparei uma historinha muito divertida, entitulada
"O RESGATE DAS ESTRELAS DE NATAL",
que se apresentou em 3 postagens,
e hoje eu trouxe na íntegra para você. Vamos ler...


   A TURMA DO GUARANÁ E O RESGATE DAS ESTRELAS DE NATAL 

Parte I

     Lindópolis, a cidade incrível, estava em festa por causa dos preparativos para o Natal. A Turma do Guaraná estava muito feliz, porque finalmente chegou o final do ano, e muitas surpresas estavam reservadas para eles. 
     Em Lindópolis, todas as árvores de Natal tinham uma estrela.  Porém, as estrelas de Lindópolis são diferentes das que conhecemos aqui, pois estas são estrelas anãs de verdade. São pequeninas e com luz própria, que é branca e brilhante. Sempre, alguns dias antes do Natal, elas aparecem caindo do céu no início da noite, e as pessoas as recolhem do chão. É um espetáculo de luz e alegria para os moradores.
     A turminha mora num bairro chamado Vila das Crianças. Um lugar lindo, onde tem uma praça divertida com muitos brinquedos.
     Num final de semana, as crianças reuniram-se na praça para montar
Uma árvore de Natal. Porém, era uma árvore de verdade. Um Pinheiro todo verdinho, cuja semente fora plantada num grande vaso, há uns dois anos atrás. Quantos enfeites foram colocados: bolas coloridas, feitas de vidro fininho e brilhante, grandes e pequenas, bengalinhas e sinos dourados, cuidadosamente amarrados com laços de fita cor de rosa por Paulinha. Passada  toda uma tarde,  estava tudo arrumado no pinheiro.
    - Ficou linda! – Disse a Paulinha.
   - Mas falta a estrela – Observou Bolacha. Guaraná revirou a sacola onde estavam os enfeites, mas nada encontrou. Onde estaria a estrela de Natal? Neste ano, nenhuma estrela sequer caira do céu. O que teria acontecido? Sem estrela para por no pinheiro, ficaram todos desapontados. Mas de repente, Claragema, a galinha sabida, num pulo só e batendo as asas, pousou no topo da árvore. 


     Guaraná se admirou, e compreendeu que sua amiguinha queria mesmo ser uma estrela, e esta era a chance. As crianças riram de Claragema, que fez pose de estrela, mas certamente, não ficaria ali por muito tempo, pois cansaria. 
     E agora? Este mistério precisava ser resolvido, pois as estrelas não poderiam mais demorar a chegar, porque o Natal estava próximo. Guaraná e seus amigos resolveram desvendar o mistério das estrelas anãs desaparecidas, e para isso, precisariam encontrar uma pista.
                                                                . . .


    parte II 


     A Turma do Guaraná estava curiosa em saber como desapareceram as estrelas de Natal. Todos os moradores de Líndópolis estava acostumados com as estrelas tão iluminadas e felizes sobre as árvores. Sua luz era tão forte que não podiam olhá-las diretamente, porque eram estrelas anãs de verdade, como o sol, porém eram frias e pequenas. Um dia há bilhões de anos atrás, já foram gigantes e quentes como ele.
       Quem andava pela cidade há alguns dias atrás, eram os irmãos Sem-vergonhas Dalvo e Valdo, lembrou Pirrixa. O que estes ladrões patifes estariam fazendo na pacata e encantadora Lindópolis?
       Pirrixa, Paulinha, Bolacha, Guaraná, e agora, a nova menina na cidade, a Tampinha, saíram no dia seguinte à procura de alguma pista que pudesse levá-los ao esconderijo de Dalvo e Valdo, porque estavam desconfiados deles.
       As crianças estavam caminhando próximas a Floresta Secreta, quando ouviram um ronco de motor. Um barulho horrível e ensurdecedor. Foram ver o que era, e observando de longe,viram uma enorme máquina com esteiras em vez de rodas atravessando a mata, em direção a Pedra da Mexerica. A turminha não poderia se aproximar muito, pois seria perigoso, mas viram a máquina, grande como um tanque de guerra, e produzia um som alto, parecido com a turbina de um avião. Na parte mais alta havia um grande tubo flexível, feito de aço, apontando para o céu. Após percorrer mais alguns metros, parou, e ali ficou.



A Turma do Guaraná, e todos os bichinhos da floresta olharam assustados
a Máquina Sugadora de Estrelas. 


       Já estava próximo de escurecer, quando novamente os motores foram ligados, e um grande som ecoou pela floresta. As crianças assistiam a tudo com medo, pois já sabiam quem estava no comando da máquina: Dalvo e Valdo.
       Voltaram para casa, pois nada mais poderiam fazer naquele início de noite. Bolacha, a menina cientista, baseada no que vira, concluiu que tratava-se de uma grande máquina sugadora. Mas por que estaria apontando para o céu? Após ter feito inúmeros cálculos matemáticos, e avaliado todos os livros de receita de bolo da sua avó, Bolacha concluiu que a máquina seria usada para aspirar as estrelas anãs que caíssem naquela noite. E assim foi. Caíram milhares de estrelas reluzentes, e todas foram sugadas e aprisionadas dentro da máquina sugadora de Dalvo e Valdo.
       Enquanto isso acontecia, a Turma do Guaraná dormia.
       Boa noite, amiguinhos. Descansem, porque amanhã, o dia será longo.
       Preparem-se para o resgate das estrelas de Natal.
. . .

     Parte III

       No dia seguinte, a Turma do Guaraná partiu em direção à Floresta Secreta para localizar o ponto exato onde foram escondidas as estrelas de Natal. Aproximando-se devagar, as crianças chegaram aonde foi vista a máquina sugadora na tarde anterior. A partir dali, deveriam seguir o rastro deixado pelas esteiras, e isso seria perigoso.
       A Floresta Secreta é habitada por seres que tomam conta das matas. O Urso Azul, é o guardião de lá. Ele tinha observado o que os homens maus vinham fazendo, e agora, com a ajuda das crianças, poderia libertar as estrelas de Natal.
       Aproximando-se da Turma do Guaraná, o Urso Azul se apresentou. Todos ficaram surpresos, e perguntaram como ele conseguia falar com as pessoas. O Urso Azul respondeu-lhes que somente as crianças poderiam conversar com ele e com os outros bichinhos da floresta, porque estas são puras de coração.
       Agora, que todos já estavam apresentados, seguiram o rastro das esteiras que os levaram a um grande depósito de lona improvisado no meio da mata. Chegando lá, Dalvo e Valdo tinham saído para a cidade a fim de negociar a venda das estrelas. É isso mesmo que você ouviu! Eles sequestraram as estrelas  para vender para Jaimer Cenário, um comerciante desonesto, muito conhecido em Lindópolis.
       Aproveitando que estavam sozinhos e próximos ao depósito, nossos amigos foram entrando numa sala grande e escura. Pirrixa observou uma luz fraquinha que vinha da fresta da porta em frente.
       - As estrelas estão ali - disse Pirrixa, apontando.
       Todos correram em direção à sala, mas a porta estava trancada. Foi então que o Urso Azul pediu que as crianças se afastassem, e com um golpe forte do seu pé, derrubou a porta.
       - Que forte! - exclamou Tampinha.
       - Aprendi com meus ancestrais que eram guerreiros - respondeu o urso.
     Com a porta aberta, muitas estrelas voaram rapidamente ganhando o céu, na direção da cidade.
       - Veja, aquela é a nossa estrela! - exclamou o Guaraná.
       - Como sabe? - perguntou Bolacha.
       E Guaraná lhe respondeu:
       - Ela piscou para mim.




        As estrelas voavam para todas as direções, e nossos amiguinhos saíram também. Quando chegaram lá fora foram surpreendidos pelos irmãos Dalvo e Valdo que estavam chegando, mas não puderam impedir a fuga. Era estrela voando para todas as direções. A Turma do Guaraná e o Urso Azul trataram de fugir também. Dalvo e Valdo bem que tentaram alcançá-los, porém não conseguiram. 
       O urso se despediu das crianças, e junto com os amigos da floresta destruiu a máquina sugadora e expulsou Dalvo e Valdo da floresta, para sempre.
       Já era final da tarde, e as crianças precisavam chegar em casa para tomar banho e se vestir para a noite de Natal. Passaram na praça, e lá estava a estrelinha no topo do pinheiro de Natal, brilhante e feliz.







     
        De noite, todas as casas estavam iluminadas com a luz das estrelas.
       Havia muitos presentes, e as mesas estavam fartas para comemorar o aniversário de Jesus.
       Aquela noite de Natal foi muito feliz para a Turma do Guaraná, para os bichinhos da Floresta Secreta e para todos de Lindópolis. 
       Feliz Natal!
     
    Fim

. . o . .


Amiguinho, até a próxima postagem, na terça.
Tenha um bom domingo.

Abraços do amigo,

Paulo Alves


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