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segunda-feira, 14 de junho de 2021

O VOO DE AVIÃO COM O CLUBINHO DO GUARANÁ

 Olá, amiguinhos!

Para celebrar os 10 anos do Blog da Turma do Guaraná, abri o baú de histórias e resgatei uma interessante, inspirada em uma ideia real, que tive quando criança.

O VOO DE AVIÃO

       As crianças estavam na praça curtindo os últimos dias de férias de verão, mas acho que já estavam cansadas, e tinham saudades da escola.
       Então, Bolacha que era muito entendida de estudos e gostava de passar seus conhecimentos, sugeriu que todos brincassem de escolinha, e ela seria a professora, claro.
       Então, as crianças foram em casa e pegaram almofadas para sentarem. Trouxeram também cadernos, lápis e borracha, enquanto a professora trouxe um quadro negro para escrever o dever com giz.
       Assim, começou a aula de forma divertida, e o assunto era sobre como voava o avião.
       Acontece que Guaraná já estava há mais de cinco minutos ouvindo a professora Bolacha, e já ficou cansado. Então pediu:
       – “Fessora”, posso ir ao banheiro?
       – Acontece que aqui, não tem banheiro. Estamos na praça! – respondeu Bolacha.
       – Então, vou em casa... – disse o Guaraná, sem graça.
       Então, disfarçando, e já saindo de fininho, Guaraná foi e não voltou mais.
       A turma ficou se perguntando o que poderia ter acontecido ao Guaraná para ele não ter voltado para a aula.
       – Será que ele caiu no vaso, e puxaram a descarga? – perguntou Pirrixa debochando.
       E as meninas riam...
       – Vamos atrás dele! De repente entalou no vaso, e está preso!  Hahahaa! – disse a Bolacha!
       E saíram atrás do Guaraná. Chegando lá foram direto ao banheiro que estava com a porta aberta, mas ele não estava lá. Correram para o quintal, e na área, próxima da cozinha, lá estava ele.
       Guaraná estava com várias caixas de ovos de isopor e explicou aos amigos, que por serem muito leves, serviriam para construir um avião de verdade. Bolacha, coçou a cabeça meio desconfiada da ideia.
       Precisariam de muitas caixas de isopor, se quisessem construir um avião. E lá se foram as crianças pedindo caixas de ovos de isopor pela vizinhança. Conseguiram muitas caixas, e levaram tudo para o quintal. Chegando lá cortaram e montaram várias partes do avião, seguindo o projeto do engenheiro Guaraná (Isso não vai acabar bem...).


       Depois de ter construído o avião, o problema seria como fazê-lo decolar, alcançar voo, já que não tinha motor - imagine. Foi quando o Pirrixa teve a brilhante ideia de amarrar uma corda e puxar o avião, junto com o Guaraná. Então, as meninas entraram no avião, que era a coisa mais linda de se ver, e se acomodaram.
       – Se preparem, meninas, que logo estarão ganhando os céus de Lindópolis -  exclamou pirrixa todo orgulhoso do avião de isopor.
       As meninas se olharam, e acharam tudo aquilo muito engraçado.
       Então, segurando firme na corda, os meninos puxaram o avião, correndo por uma estrada de chão ali perto de casa. Quanto mais corriam, mais alto ia o avião. Então quando começaram a subir pela corda para entrar no avião, perceberam que este cada vez mais abaixava, tanto que pousou no chão, novamente.
      – Ué, cadê as meninas? – perguntou o Guaraná olhando para dentro do avião, que estava pousado.
      – Tem apenas um furo no fundo – observou o Pirrixa.
Logo em seguida, lá vinham as meninas correndo atrás deles.
      Ora, aconteceu que quando puxaram o avião de isopor, ele não suportou o peso das meninas e furou, deixando-as sentadas no solo, ao decolar.
      – Eu sabia que esta ideia não ia dar certo, mas fiquei na minha! – disse a Bolacha.
      – E agora, como faremos este avião decolar com todos nós dentro? -  perguntou o Guaraná.
       – Eu sei como. Vamos voltar à aulinha sobre como funcionam os aviões – respondeu a Bolacha.
       E o Guaraná gritou:
       – Oh, não! Mais aulas!
       – Para fazermos um avião voar e carregar pessoas, precisamos estudar para entender como funciona – observou o Pirrixa.
     Então, todos voltaram à praça para estudar com a professora Bolacha, inclusive o Guaraná, que com essa experiência, aprendeu o quanto é importante estudar.

fim

Até a próxima aventura com a Turma do Guaraná!
Tenham uma boa semana!



segunda-feira, 7 de junho de 2021

Seja bem-vindo ao Blog da Turma do Guaraná.

Hoje, reapresentarei mais uma historinha antiga e corrigida na série 10 ANOS DE BLOG.

                                      

UMA MAÇÃ NÃO FAZ MILAGRE

         Guaraná e Pirrixa caminhavam para o colégio conversando.
        - Puxa, hoje teremos o resultado das provas de matemática e português que fizemos semana passada. Não sabia nada de português – disse Guaraná.
        - Semana passada não teve prova de matemática, mas só de português. Quem teve prova de matemática foi a turma da sala ao lado! – lembrou Pirrixa.
        - Caramba! Então a minha situação é pior do que eu pensava! – disse Guaraná.
        - Por quê?
        - Porque, além de não saber responder direito as questões, ainda estava na turma errada. “Chutei” tudo! – lembrou o indiozinho.
        - É... Sua situação é desesperadora – disse Pirrixa.
        - O jeito é tentar agradar a professora.
        - Mas, como? – perguntou Pirrixa.
        - Não sei... Só um milagre vindo dos céus me salvaria agora – disse Guaraná.
        E conversavam tentando achar a solução.
        Enquanto isso, Tampinha e Paulinha, que estavam no pátio do colégio, foram merendar, pois era hora do recreio. Quando Tampinha foi morder uma maçã, viu um bicho nela. Era uma lagartinha de fruta. A menina deu um grito alto e jogou a maçã longe.


        Caminhando pela rua, vinha o Pirrixa e o Guaraná, quando a maçã milagrosa surgiu voando no céu. Ela caiu certinha na cabeça de Pirrixa, que tonto, rodopiou quase caindo.
        - Pirrixa, graças a você, com seu cabeção, a maçã está inteira. Se tivesse batido no chão teria se espatifado toda! Vamos comê-la – disse Guaraná ao amigo.
        - Nãooo! – gritou Pirrixa, ainda meio zonzo.
        - Por que não?
        - Dê à professora para agradá-la, e ela lhe dará “dez” na prova de português! – sugeriu Pirrixa.
        E olhando para maçã, que estava meio pálida, Guaraná disse:
        - Genial! Vou fazer isso, mas antes vou passar uma tinta vermelha nesta maçã pra ela ficar bem vermelhinha.
        Depois de ter pintado a maçã, Guaraná e Pirrixa entraram na escola e foram para a sala de aula.
        Na hora de entregar as provas, Guaraná foi até a mesa da professora e entregou a maçã, que estava brilhando de tão vermelha. Parecia até a maçã que a Bruxa Má deu à Branca de Neve.
        Ao receber a maçã, a professora agradeceu, sem entender bem o porquê. Porém ao olhar para a maçã, viu num buraco a lagarta dentro da fruta. Deu um berro e brigou.
       - Guaraná! Como me deu uma maçã com bicho?
       - Ora, professora, eu não sabia que tinha bicho. Me desculpe.
       - Sua prova de português! – disse a professora entregando a prova.
       - Tirei cinco! Nada mal! – se admirou Guaraná olhando para a prova.
       - Tirando quatro pontos pela maçã estragada, é nota um! – retrucou a professora.
       Neste instante, entra a professora da turma da sala ao lado.
       - Quem é o Guaraná?
       - Eu! – respondeu o indiozinho levantando a mão, meio encabulado.
       - Parabéns, Guaraná! Tirou nove em matemática, mas, pena que não vale de nada, porque esta prova é de outra turma, que, inclusive, é de série inferior a sua – lembrou a professora da sala ao lado.
       - Ahh... Assim não dá! – gritou Guaraná.
       Juntando a mochila e levantando-se, perguntou:
       - Professora, posso estudar na turma da sala ao lado?
       - Não. Mas, como a maçã está muito vermelhinha, igual a maçã que a Bruxa Má deu à Branca de Neve, te devolvo os quatro pontos.
       Daí, Guaraná deu um sorriso largo...

FIM

. . . 
     
        Tenha uma boa semana!



quinta-feira, 20 de maio de 2021

A TURMA DO GUARANÁ E O 188º ANIVERSÁRIO DE ITABORAÍ

     Olá, amigos leitores!

     Venho informar sobre o 
DIA 22 DE MAIO, ANIVERSÁRIO DE 188 ANOS DA CIDADE DE ITABORAÍ, 
que será marcado com celebrações ao ar livre.

    A prefeitura de Itaboraí, por meio de suas Secretarias e do Prefeito Marcelo Delaroli, decidiram promover uma programação com vários eventos ao ar livre por toda a cidade, descentralizando as atividades por causa do Covid-19.

     As comemorações começaram na quarta-feira (19/05) e terminarão na terça-feira (25/05). Os eventos fortalecerão a importância da história da cidade , dos seus artistas e de toda a comunidade, que vive e trabalha para ter uma cidade cada vez melhor.   


     A Turma do Guaraná terá sua participação com esta imagem reproduzida em um painel exposto na cidade, o que exalta a importância da leitura para as crianças e os jovens. Vários outros artistas, ilustradores e escritores da cidade terão seus trabalhos expostos também. 
     Quando precisar sair de casa, observe os painéis e aprecie.

Para saber toda a programação e locais, clique aqui.

      É a prefeitura de Itaboraí sempre se esforçando para valorizar 
a Cultura, a Arte e os seus Artistas.

Obrigado!



quinta-feira, 13 de maio de 2021

 Olá, queridos leitores!

Esta é mais uma historinha da série "10 ANOS DE BLOG".

Tem chovido muito por aqui, por isso, trago para vocês mais uma divertida história com as meninas, que vão dar uma volta pela rua e se surpreendem com a força da natureza!

VOANDO NA CHUVA

       Era um dia chuvoso em Lindópolis, e as meninas estavam cansadas de ficar dentro de casa, então uma ligou para a outra:
       – Oi, Bolacha! Vamos andar na chuva? – perguntou Paulinha à amiga.
       – Aposto que será muito divertido! – respondeu Bolacha.
       – Preciso usar a minha capa também, pra caso de chuva de vento! – disse a Tampinha.
       Assim, as meninas se encontraram na pracinha e resolveram caminhar até o shopping , onde iriam fazer um delicioso lanche.
       Pirrixa e Guaraná estavam voltando da lagoa, onde passaram a manhã pescando, e conversaram com as meninas.
       – Pra onde vão, no meio da chuva? – perguntou Pirrixa.
       – Estávamos sem ter o que fazer em casa e resolvemos ir ao shopping pra lanchar – respondeu Paulinha.
       – Mas está chovendo e as ruas estão alagadas! – disse o Guaraná sorrindo e mostrando as poças d’água.
       – Deixa, Guaraná! Elas não vão muito longe mesmo! Hahahaha! – disse Pirrixa rindo das meninas.
       Mas nossas amiguinhas não são feitas de açúcar, e destemidas como são, foram adiante caminhando na chuva.
       Cada uma com seu guarda-chuva, caminhavam e conversavam muitas coisas, sorriam e brincavam, sempre se desviando das poças d’água. De repente, veio um vento muito forte, e aconteceu algo muito interessante. O vento veio por baixo dos guarda-chuvas das meninas e as levantou. Foi assim que começou o passeio aéreo, com a força dos ventos!
       – Minha nossa!  Estamos voando sobre a cidade! – gritou Paulinha.
       – Que demais! Nunca tinha voado com um guarda-chuva antes! – gritou Tampinha.
       – Isso é a força da natureza! Se segurem firme que logo desceremos – disse Bolacha para tranquilizar as amigas.



       E assim foram as meninas, voando sobre a cidade. Primeiro passaram sobre a praça, e puderam ver quantas árvores e jardins bonitos haviam ali. Depois passaram sobre a escola onde estudavam, e sobre a capela do padre João. Mas adiante viram o jardim zoológico com várias espécies de animais do mundo inteiro.
       Junto com o vento vinham as gotinhas de chuva, mas Paulinha tinha um lenço e secava o rosto. Depois, entregava às amigas para se enxugarem também.
       Estava muito divertido o passeio aéreo, e as meninas puderam ver o quanto era bonita a cidade vista do alto.
       Passado alguns minutos, o vento diminuiu, e elas desceram próximas do shopping, e bastou apenas algumas passadas para chegar lá.
       Após saborearem os deliciosos lanches da Tia Marilda, as meninas voltaram pra casa. Então Bolacha disse:
       – Vamos abrir os guarda-chuvas! Rápido! – gritou Bolacha correndo na direção Sul.
       – Mas, não está mais chovendo – disse Tampinha.
       – Mesmo assim! Vamos voltar pra casa voando de novo. Basta pegar aquela corrente de ar logo ali! – gritou Bolacha apontando.
       E lá se foram as meninas entrando na corrente de ar, e logo os guarda-chuvas, com a força dos ventos, levantaram voo.
       Depois de sobrevoarem toda a cidade, mais adiante, elas avistaram Guaraná e Pirrixa jogando bolinha de gude na pracinha. Mas  aconteceu que os ventos enfraqueceram, e elas tiveram que fazer um pouso forçado. As meninas caíram de qualquer jeito, bem no meio da pracinha, em cima de Guaraná e Pirrixa, que amorteceram a queda.
       – Caramba! De onde vocês vieram? Caíram do céu? – perguntou Pirrixa, todo quebrado, girando sobre sua cabeça aquelas estrelinhas de desenho animado.
       – Ai, ui! Não se pode mais nem jogar bola de gude em paz! – reclamou Guaraná, que estava cuspindo areia, por que com as meninas caindo por cima dele, foi de cara no chão.
       – Nos desculpem, meninos! É que viemos voando com nossos guarda-chuvas com uma rajada de vento, mas ele enfraqueceu, e caímos aqui – respondeu Bolacha.
       – Desculpe, Pirrixa. Você está bem? – perguntou Paulinha ao irmão.
       – Claro que não. No mínimo, quebrei a cabeça! – respondeu Pirrixa.
       Mas que nada... As crianças estavam muito bem. Foi só um susto mesmo.
       Então as meninas explicaram ao Guaraná e Pirrixa sobre o voo pela cidade. Depois, eles correram para casa e pegaram seus guarda-chuvas.
       Ora, mas nem estava chovendo...
       Mas, é que eles queriam voar também.

FIM


Não esqueçam de ler mais aventuras da Turma do Guaraná, 
clicando nas imagens que estão por todo canto deste blog.