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terça-feira, 7 de julho de 2020

SÉRIE BRINCADEIRAS DE CRIANÇA


A RODA DE CAPIM

    Para esta brincadeira simples, é necessário encontrar materiais na natureza: um fio de capim comprido, um espinho de cacto e muito vento. Enrola-se o capim formando uma roda, e espeta-se com o espinho para prender. Depois, solta-se a roda de capim ao vento, que o empurrará, enquanto você e seus amigos correm atrás dela para ver até onde ele vai. Cada criança terá uma roda de capim. A roda lançada que for mais longe, é a vencedora.

A RODA CORREDORA

     Pirrixa e Guaraná cansaram de jogar no computador, e assim foram brincar lá fora. Eles moram em um lugar lindo, onde as casas têm quintal grande e lá fora as ruas são largas e de chão de areia. Poucos carros passam por lá, por isso a rua deles é muito tranquila. De um lado da rua tem capim alto e do outro tem cactos espinhosos. Então, Guaraná teve uma ideia brilhante.

     ― Está ventando um bocado. Vamos brincar de roda de capim?

     ― Não. Prefiro soltar pipa.

     ― Depois. Agora vou te ensinar uma brincadeira mais divertida.

     Então, Guaraná pegou um capim bem comprido, enrolou e espetou com um espinho do cacto, depois, soltou ao vento.

     ― E cadê a brincadeira? ― Pirrixa perguntou.


     ­― Ora, a brincadeira é correr atrás da roda de capim e ver o quanto mais longe ela chega.

     ― Mas eu prefiro soltar pipa, que voa alto.

     Mas, como a roda começou a rolar com o vento, os meninos correram atrás dela. Correram, correram e só pararam quando a roda passou pelo cercado e parou embaixo de uma vaca que dava de mamar ao seu bezerrinho.

     ― Vamos pegar ― disse Guaraná.

     Os meninos passaram por baixo do arame farpado e se aproximaram da vaca para pegar a roda de capim. A vaca não gostou dos meninos que pegaram a roda no meio das suas pernas , incomodando seu bezerrinho que ali mamava. Então, ela deu uma cabeçada nos dois meninos que voaram alto, com roda e tudo.

     ― Guaraná, pensando bem, esta brincadeira é bastante emocionante. A gente até voa.

     Com a cabeçada da vaca, os meninos voaram e foram parar lá do outro lado da cerca.

          CATAPLOFT! Os meninos se estabacaram no chão.

FIM


segunda-feira, 15 de junho de 2020

SÉRIE: AS BRINCADEIRAS DE CRIANÇAS

E O JOGO DA COBRINHA

     Consiste em desenhar uma cobra no chão de terra, desta forma: Traçar uma reta, depois desenhar um zigue-zague de uma ponta à outra da reta, finalizar desenhando a cabeça da cobra. Após desenhar a cobra, procurar uma vareta de ferro, que servirá para lançar em cada gomo da cobra. Cada participante joga uma vez e vai passando para o adversário. Quem chegar na cabeça primeiro, será o campeão. Eu procurei por esta brincadeira na internet, mas não achei nenhuma informação. Quando eu era criança, lá no Piauí, brincava muito de cobrinha. É como se fosse um jogo de dardo que é lançado no alvo na parede, mas neste caso, a vareta de ferro é lançada no chão.


A COBRINHA MÁGICA

     Nininho, o coelho mágico, convidou as crianças para lhes ensinar uma brincadeira nova para os tempos de hoje, mas que na verdade, já existe há muito tempo. O Jogo da Cobrinha, que consiste em jogar uma vareta de ferro na terra, onde está desenhada uma cobra estilizada.

     ­― Vejam, crianças, como é fácil!  

     Depois de Nininho, todas as crianças experimentaram da brincadeira. Quando chegou na cabeça da cobra, era a vez de Nininho. Então, ele lançou o ferrinho que acertou em cheio na  cabeça da cobra. Então, aconteceu uma mágica magnífica. O desenho da cobra que estava no chão se transformou em uma cobra de verdade. As crianças ficaram assustadas quando a cobra se enrolou e mostrou a linguinha, fazendo “Ssshhh”.


     ― Por isso me chamo Nininho, o coelho mágico!

     E as crianças aplaudiram o coelho.

FIM

PARA COLORIR


Um abraço aos amigos!


domingo, 19 de abril de 2020

O INDIOZINHO GUARANÁ

     Hoje, dia 19 de abril, é o Dia do Índio, este povo, que apesar de tanto já ter sofrido, resiste.
     Os índios habitavam o Brasil muito antes do nosso país ser assim chamado. Desde então, os índios vêm perdendo seus territórios.
     Ainda bem que existem instituições que protegem os índios do Brasil, como a FUNAI (Fundação Nacional do Índio). Esta demarca novos territórios e protege as tribos da exploração do homem branco. Existem Também outras organizações que lutam pelos direitos dos índios, levando saúde e educação aos indígenas que habitam os lugares mais remotos do Brasil, sem interferir em suas culturas. 
     Ainda existem muitas tribos isoladas da civilização, cujos costumes são bem primitivos. O melhor é deixá-los como são e preservarmos, assim, o passado do nosso país e das Américas.
     ... \o/ ...


     Nas histórias em quadrinhos o representante indígena mais conhecido é o Indiozinho Guaraná. Famoso por suas aventuras divertidas, ele gosta de brincar muito com seus amigos. Embora ele tenha nascido no Amazonas, desde bebê, Guaraná vive em Lindóplis, uma cidade urbana.
     Muito em breve, ele voltará a sua cidade natal no Amazonas, onde viverá uma grande aventura, mas não estará sozinho; seus amigos Pirrixa, Paulinha, Bolacha e Tampinha o acompanharão.

     Em homenagem aos nossos queridos índios do Brasil, vou contar hoje duas histórias: uma é a do Indiozinho Guaraná, e a outra é uma aventura na floresta com a participação do Doutor Morte, o cientista maluco. 
     Neste momento de quarentena por causa do Corona Vírus, ler histórias e apreciar as ilustrações, são um excelente passatempo. Vamos lá!

                  HISTÓRIA DO GUARANÁ

    O Guaraná é um índio, que morava no Amazonas. Seu pai era pescador, e sua mãe era doceira. Viviam muitos felizes lá, mas a exploração descontrolada de minério, provocou a destruição do Rio Fundo, muito importante para a região, mas que ficou raso de tantos resíduos jogados nele, expulsando várias espécies de peixes. Então, o pai de Guaraná, o Senhor Maracujá, não tinha mais o que pescar. A solução foi mudar para a cidade de Lindópolis. Nesta época Guaraná ainda era um bebê de 1 ano de idade.
    Em Lindópolis os rios são incrivelmente fartos de peixes. Isto porque o prefeito é cuidadoso, não permitindo empresas que destruam o meio ambiente. A Natureza pode ser explorada de forma consciente, de maneira que seu equilíbrio não seja afetado. A organização da vida na natureza é muito frágil, e por isso, tudo que for extraído dela deve ser muito bem planejado. Em Lindópolis, a cidade extraordinária, explora-se de tudo um pouco, sempre respeitando os animais, as plantas e o lugar onde vivem. Por isso foi criada a Floresta Secreta, uma gigantesca reserva ambiental que protege diversas espécies.
    Agora, a família de Guaraná vive feliz, por que em Lindópolis a natureza é tratada com respeito.

                
    Guaraná é um menino muito distraído, que adora brincar de tarde, depois das aulas. Ele não gosta muito de estudar, mas seus amigos o ajudam e incentivam. Não repetiu de ano ainda, porque sabe que tem que estudar para ficar sabido. Na escola ele aprende muitas coisas boas: matemática, português e ciências. Aprender tudo isso é bom, porque ajuda a entender o mundo em que vivemos.
    Guaraná tem oito anos de idade, e quando crescer quer ser um grande pescador, igual ao seu pai. Bem, por enquanto Guaraná pesca com seu amigo Pirrixa, mas não é muito bom nisso. Da última vez que saiu pra pescar, pegou peixes tão pequenos que resolveu soltá-los. Outra vez pescou um pé de uma bota vermelha. Por sorte, passava por ali o Saci-Pererê, e Guaraná deu a bota de presente para ele, que saiu feliz e saltitante.
    Guaraná mora no bairro Vila das Crianças, junto com seu pai Maracujá, sua mãe Mara-caju e seu irmão de três anos de idade, o pequeno Araçá. Seu bichinho de estimação é a Claragema, a galinha sabida.



                                                                         FIM

TURMA DO GUARANÁ
E A PLANTAÇÃO DE MANDIOCAS
parte 1

       Era um dia ensolarado, com poucas nuvens no céu, e nossos amiguinhos foram até o Lago Doce, saborear um gole do delicioso suco de mexerica que escorre lá do alto da pedra.
       Estavam todos satisfeitos, quando de repente apareceu em volta deles vários índios armados com lanças, arco e flecha. Falavam uma língua estranha, que ninguém conseguia entender. Guaraná assustado disse, então:
       - Calma pessoal, tem suco de mexerica para todos!
       Dentre os índios armados, estava um menino, que se virou para seus amigos, pedindo que abaixassem as armas. O menino foi até o Guaraná e o cumprimentou:
       - Menino com capacete, vejo que você é um dos nossos. Venha até a nossa aldeia.
       - Ora, mas isso aqui não é capacete, é o meu cabelo! – Guaraná protestou.
       - Mesmo assim, venha com seus amigos – disse o jovem índio.
      Chegando na aldeia ficaram admirados com o que viram. Havia muitas ocas, homens, mulheres, crianças e bichinhos de estimação. Bolacha, a menina cientista, não sabia que ali em Lindópolis, ainda havia índios vivendo em condições tão naturais. Então o jovem índio Apyaba, conhecedor do idioma das crianças, contou a história da sua tribo.
       - Nós eramos, milhares de índios, com muitas tradições e culturas diferentes, aqui nesta terra imensa, mas desde centenas de anos, nosso povo vem sendo destruído de diversas maneiras: no início pela escravidão, depois pela invasão e posse de nossas terras.
       - E por que invadem suas terras, se nosso país é tão imenso? – perguntou Paulinha.
       - Para a exploração agrícola, extração de minérios ou simplesmente para satisfazer o grande desejo de alguém em ter uma gigantesca propriedade, onde nada se planta e nada se cria. E a cada ano que passa nos sentimos mais encurralados e desprotegidos.
       - E como vieram parar aqui na Floresta Secreta? – perguntou Pirrixa.
       - Nossa tribo veio do Interior, de muito longe, e encontramos aqui um cantinho protegido e com tudo o que precisamos para viver em paz.
       - Quero que vivam aqui pra sempre, pois esta floresta é de vocês também – disse Tampinha, já com os olhos brilhando de lágrimas.
       - Mas, o que está acontecendo, que nos trouxeram até aqui? – perguntou o Guaraná.
       Então Apyaba, disse aos novos amiguinhos:
       - Estamos tendo um grande problema. Toda a mandioca que plantamos, está desaparecendo. Ela é muito importante para a aldeia, porque além de comermos cozida, dela fazemos vários produtos, como a farinha e o polvilho para alimentar o nosso povo.
        - Acho que as mandiocas estão sendo roubadas de noite – disse Bolacha.
       - Então ficaremos acordados nesta noite, que é para ver quem são os ladrões de mandioca! – exclamou Pirrixa, abraçando seu amigo inseparável, o Guaraná.



       Então os índios guardiões da tribo ficaram atentos naquela noite, esperando por alguma surpresa. 
       Já era tarde, quando silenciosamente, surgiu no céu uma máquina voadora. Dela saiu uma garra presa a um cabo de aço. Os sentinelas da aldeia ficaram surpresos quando a garra prendeu os pé de mandioca, arrancando-o do chão. Lá no alto tinha um tesourão que cortava as folhas e os caules, jogando-os fora. Guaraná e Pirrixa já dormiam o décimo sono, quando várias folhas caíram sobre eles, acordando-os.      
       - Acorda, Guaraná! Veja, uma mão mecânica presa num cabo. Não podemos continuar dormindo! - gritou Pirrixa muito assustado, levantando num pulo, feito um gato.

parte 2

       Guaraná e Pirrixa correram, se juntando aos índios, que estavam agarrando o cabo de aço, no momento em que a garra desceu. Sentindo o peso extra, a máquina voadora balançou, e quem estava no comando resolveu fugir. E lá se foi pelo céu, a nave e todos os que seguravam o cabo de aço. A nave atravessou a Floresta Secreta, indo na direção da cidade.
       Já estava perto de pousarem, quando avistaram uma pequena fábrica no alto da colina, e tinha um cartaz que dizia assim: “Néctar dos Deuses”. Pousando suavemente na colina, os índios, Guaraná e Pirrixa descobriram finalmente quem estava por trás do roubo das mandiocas.
       Devido a grande seca do verão, aconteceu que a mandioca estava em falta, e os estoques de farinha na cidade haviam acabado. Preocupado em não poder encontrar a deliciosa farinha, o Doutor Morte resolveu roubar a plantação de mandioca dos índios para manter uma pequena fábrica de farinha no fundo do quintal.
       Os índios ficaram revoltados com o Doutor, e queriam dar um “sacode” nele. As crianças impediram, porque, embora o doutor tivesse agido errado, não era de todo mau. Ele devolveu toda a mandioca roubada e se comprometeu a passar um mês na aldeia, para ajudar no plantio da futura colheita. Desta forma ele aprenderia a cultivar sua própria plantação de mandioca no quintal de casa.
       Então, todos retornaram à aldeia na máquina voadora, e lá passaram a noite.
    Os índios ficaram satisfeitos, porque agora tinham toda a mandioca que precisavam para preparar os alimentos.



       Já era dia, e a Turma do Guaraná, se despediu dos seus amigos índios. Então, Apyaba, o índio valente, trouxe um presente para cada um:  Paulinha ganhou uma maracá – tipo de chocalho com sementes; Tampinha ganhou uma flauta, que é pra ela se juntar com Paulinha e formarem uma banda tocadora de músicas indígenas; Bolacha ganhou um belo cocar de penas que é para usar na escola, no dia 19 de abril, o dia do índio. Guaraná ganhou um pequeno pote de cerâmica com sementes de guaraná, e Pirrixa ganhou uma moringa feita de cabaça, decorada com pinturas, que é pra ele carregar água quando for pra longe.
       Guaraná enfiou a mão no bolso e deu aos indiozinhos um punhado de bolas de gude, e pirrixa deu como lembrança, as figurinhas que trouxe.


       Logo depois as crianças voltaram para casa, e conversavam:
       - Eu acho que o doutor Morte não vai querer sair da aldeia tão cedo, porque lá ele tem farinha à vontade – disse Pirrixa.
       - Mas ele é muito esquisito e cheio de manias. Tão logo ele aprenda a plantar  mandioca, vão mandar ele embora – comentou Bolacha. E todos riram.
       E a Turma do Guaraná seguiu o caminho de casa, passando pelas trilhas da Floresta Secreta até o Lago Doce, e depois caminharam beirando a Pedra da Mexerica, até sair na encantadora cidade de Lindópolis.

FIM

Este é para você pintar. 























Neste site, existem aproximadamente 300 histórias em quadrinhos
e contos ilustrados.
Ler distrai, emociona e diverte.
Abraços!
Editoras, para contactar o autor, enviem email para 
turmadoguarana@hotmail.com

AMIGOS PARA SEMPRE.

sexta-feira, 27 de março de 2020

TURMA DO GUARANÁ E A CASA VOADORA

Olá, amigos!
Apresento a nova história com a Turma do Guaraná.
Eles viverão uma grande aventura com uma amiga surpreendente.
Uma leitura agradável, ricamente ilustrada para você, para alegrar a sua vida neste momento de quarentena.

TURMA DO GUARANÁ E A CASA VOADORA

          Guaraná e seus amigos queriam visitar uma velha amiga: a bruxa Goya, que, ao contrário do que todos pensam, é boazinha. Quando recebe as  crianças, muda até o costume das comidas, preparando doces, bolos e um almoço saboroso: frango com quiabo, que as crianças adoram. Mas, Goya costuma comer outras coisas, como canapés de asas de morcego, ensopado de olhos de peixe morto e sopa de nabos com baratas da floresta — Eca!
          Foi então, em um dia muito ensolarado em Lindópolis, que as crianças saíram de suas casas e entraram numa trilha na Floresta Secreta, que levava até a casa da bruxa Goya. Como há muito tempo não iam até lá, a trilha estava tomada pelo mato. Então, Guaraná e seu amigo Pirrixa caminhavam na frente cortando os galhos espinhosos e todas as folhagens, abrindo o caminho para as meninas Bolacha, Tampinha e Paulinha.
          Chegando próximo, as crianças avistaram uma cabana em uma clareira no meio da floresta, e também viram um córrego com águas cristalinas, mas “Brrrr!” — Que água mais gelada!
          Chegando à casa da amiga bruxa, as crianças foram muito bem recebidas, e logo após matarem a saudade, comeram das comidinhas e tomaram suco de mexerica doce como o mel, que Goya coletara ali perto, no Lago Doce. Este lago armazena o suco de uma mexeriqueira mágica, que fica no alto de uma montanha.
          As crianças estavam impressionadas com todas as quinquilharias de Goya, objetos muito antigos, de séculos atrás, pois ela vem de épocas passadas, há aproximadamente 300 anos. Como é velhinha!
          Goya tinha uma surpresa para seus amigos. Decidiu que faria um passeio com elas pela cidade e as levaria até o alto do pico onde havia a mexeriqueira mágica. Mas a surpresa maior ainda estava por vir. Eles iriam conhecer toda a cidade vista do alto.



           Foi então, que usando de toda a sua magia, Goya fez a casa criar asas gigantes, como as de um morcego, que logo começaram a bater, levantando voo. Todos estavam em seu interior seguros e bem acomodados observando a cidade e puderam curtir a viagem apreciando a vista panorâmica.
          Quando a casa voadora passou sobre a cidade de Lindópolis, as crianças puderam ver as casas onde moravam do alto. Sobrevoaram o mar e avistaram vários golfinhos, que fizeram a festa ao verem a casa voadora, saltando e mergulhando nas águas amenas da Praia Linda. Atravessando o mar, sobrevoaram novamente a Floresta Secreta para avistarem o Vale Tenebroso, extensa região de savana, onde vivem seres pré-históricos e guarda muitos mistérios. “Melhor não voar muito baixo”, disse Goya.
          Mais adiante, a casa deu meia volta e as crianças avistaram o Lago Doce envolvido pela mata. Seguindo mais um pouco, surgiu uma montanha muito alta que a casa foi rodeando, voando, subindo, até chegar no topo mais alto, onde estava localizada a mexeriqueira mágica. Esta é imensa e possui muitos frutos, que, quando maduros, se abrem e deixam seu suco cair sobre as pedras limpas e escorre lá pra baixo, até o lago. Uma maravilha da natureza que as crianças puderam apreciar tão de pertinho.



          As asas da casa foram batendo bem devagar, retendo o ar para pousar lentamente no alto da montanha. A vista da cidade era linda... por isso a cidade se chamava Lindópolis. Não era à toa. Viram a igreja, a prefeitura, as casas das pessoas, os carros andando, que, do alto, mais pareciam de brinquedo. Agora, uma pausa para um lanchinho: bolo de aipim e, lógico, suco de mexerica, que enchia os copos das crianças.
          Após lancharem, todos embarcaram na casa voadora, que com fortes batidas de suas asas, levantou voo novamente. Desta vez, as crianças iriam para suas casas, e a casa voadora pousaria na praça da cidade, na Vila das Crianças, onde elas moravam.
          Foi então, que Bolacha, a menina cientista falou:
          ­— Mas, Dona Goya, as pessoas vão se assustar.
          — É mesmo, Bolacha. Então vou fazer diferente. Vou deixá-los em casa, lá na floresta.
          — Mas já estamos na sua casa ­— Disse Paulinha sorridente.
           — Quiá, quiá, quiá! — Cruzes, riso de bruxa é diferente — Bem lembrado, delicada Paulinha. Então, vou lhes contar um segredo: Lá onde eu moro, existe uma passagem secreta, que é um atalho para a praça onde vocês moram. Vamos voar para a floresta, pois já está ficando tarde — disse Goya, a bruxa amiga.
          Chegando lá, a casa recolheu as asas e se fixou novamente no chão com tanta perfeição, que nem aparentava ter saído dali.



Nesta ilustração existem dez animais silvestres. Vamos achá-los?

        Logo, Goya e seus amiguinhos seguiram até o córrego de águas cristalinas, onde havia um portal mágico atrás de uma jaqueira. Goya pediu que elas dessem uma volta em torno  da árvore e uma por uma foi desaparecendo da floresta. Que mágica incrível!
          — Vejam! Chegamos na praça de casa! — Disse Guaraná.
­          — Que bom! Mas já é tarde, pessoal.
          — Vamos para casa. Tchau!
          E assim, as crianças correram para casa para contar aos pais sobre a grande aventura, mas sobre o portal atrás da jaqueira não poderiam contar, porque Goya pediu segredo.
FIM

Obrigado por acessar o site.
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O site da já conta com um acervo de 280 histórias. 
Navegue por ele e leia todas.
Ler faz muito bem, distrai e diverte.

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GIBI Nº 2 DA TURMA DO GUARANÁ.




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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

A PEDRA DA MEXERICA E O LAGO DOCE

            Olá pessoal !
       Bem-vindos ao Projeto Leitura e Arte em toda parte!

   O nosso blog já conta com um acervo de 250 histórias e HQs. 

       Toda semana tem postagem nova para vocês. 
       Clicando nas imagens ao lado, você pode ler mais histórias e HQs.
Hoje, vou continuar falando sobre Lindópolis, a cidade incrível.
       
     Hoje o dia está lindo. O sol está radiante, e as pessoas estão contentes porque podem apreciar um dia agradável na praia. Um dia ensolarado como o de hoje também propicia aventuras por outras partes, como por exemplo, uma visita à Pedra da Mexerica.
     As crianças gostariam muito de visitar e apreciar, lá de cima, a vista linda de Lindópolis. Há uma altura de 1.200 metros pode-se ver toda a Floresta Secreta e a cidade, de ambos os lados.  Por se tratar de uma escalada perigosa a Turma do Guaraná não pode ir. Por ser difícil o acesso, poucos aventureiros se arriscaram a atravessar a mata da Floresta Secreta  e chegar assim ao topo da Pedra. De lá tem-se notícias de um pé de mexerica, que já existe há mil anos. Pode-se até avistá-lo da Praia Linda, mas somente com o auxílio de um binóculo. Está lá, frondoso e solitário no topo da pedra. Conta-se que suas mexericas abrem-se ao amadurecer e derramam o sumo adocicado que escorre lá do alto até embaixo, formando um belo lago alaranjado, conhecido como  Lago Doce. Muitos animais da Floresta Secreta vão até lá tomar do suco nas margens do lago: coelhos, cervos, esquilos e até araras. Mas cuidado, também têm abelhas que por nada neste mundo perderiam uma festa doce como esta. Muitas abelhas ficam amontoadas próximas à margem e ficam bravas se alguém se aproximar.
     As crianças não podem subir na Pedra, porém podem visitar o lago que fica pertinho. Então hoje, elas foram lá tomar suco de mexerica.  Humm! Que delícia. Docinho como mel.

     Pirrixa só apronta mesmo! Foi até as abelhas por quê, disse à Paulinha, "onde têm abelhas  tem mel". Chegando lá, foi recebido por várias abelhas, que enfurecidas, voaram atrás dele. Correu, correu na direção dos  seus amigos, que surpresos com tantas abelhas, correram também. E lá se foi a criançada e o enxame de abelhas atrás. Pernas pra que te quero! Por sorte não levaram nenhuma ferroada. 
     Um dia, quando a mexeriqueira se for, deixará uma sementinha plantada lá no alto da pedra, e passado algum tempo, novamente produzirá muitas mexericas que ao amadurecerem, deixarão escorrer o suco delicioso que manterá vivo o Lago Doce. Os animaizinhos que por lá passeiam  acham isso muito bom, e as abelhas também.


terça-feira, 24 de dezembro de 2019

TURMA DO GUARANÁ E O MILAGRE DE NATAL

Bom dia, queridos leitores!
Hoje apresento o conto de Natal com a Turma do Guaraná.
Uma história inédita com muita aventura e emoção.


         Era fim de ano, quando a menina Tampinha foi visitar os avós que moravam em Aiquefrio, a cidade onde nascera.
         Aquefrio é uma cidadezinha pacata que fica muito distante de Lindópolis, em uma região fria e com poucos habitantes. Nesta época do ano, chega até mesmo a nevar.
         Os amigos de Tampinha ficaram felizes por terem sido convidados, e assim, a turma passaria junta o Natal em Aiquefrio, a cidade gelada.
         Quando chegaram lá, ainda era bem cedo e um lindo sol surgia na linha do horizonte, atrás das montanhas, mas nem por isso, aquele dia seria quente.
         Os avós de Tampinha os receberam com muita alegria e já lhes prepararam o café da manhã com pães, queijo, bolo e chocolate quente.
         Naqueles dias, Aiquefrio atravessava um inverno rigoroso, entretanto, como fazia sol, ainda era possível sair para brincar lá fora. Então as crianças foram brincar na neve que acabara de cair.
         Passeando lá fora, Tampinha observava o Guaraná e o Pirrixa se divertindo numa guerra de neve. Depois, junto com Paulinha e Bolacha, foram montar um boneco de neve.
         — Falta o nariz, que vamos colocar uma cenoura — disse Paulinha olhando em volta.
         — Está tudo coberto de neve, não tem cenoura aqui — falou Tampinha sorrindo.
         — Não tem nada por aqui! Está frio demais! Como os animais estão se virando pra encontrar alimento? — Perguntou a Bolacha.
         É... A vida não estava nada fácil fora das casas e chalés, onde as lareiras aqueciam e as dispensas estavam cheias até a primavera. Lá fora, nos campos e florestas, estava tudo frio e coberto de neve.
         As meninas olharam em volta e nada viam, senão muita neve, mas observando com mais atenção, encontraram um esquilo atrás de um tronco caído.  O pobrezinho estava magro e faminto. Por sorte, Tampinha trazia no bolso alguns amendoins, que deu ao esquilo. Ele comeu depressa e, depois, guardou alguns na bochecha para levar para a toca. Os esquilos são animais silvestres e são como anjos inocentes na natureza. Então ele contou às meninas tudo o que estavam passando. Somente as crianças podem falar com os animais, pois como eles, são anjinhos do bem. Com o frio rigoroso daquele inverno, não só ele e sua família passavam dificuldades, mas todos os animais que ali habitavam: os cervos, os pássaros, o alce e os coelhos também sofriam com a falta de alimento. Somente as raposas estavam ágeis e fortes se aproveitando da fraqueza dos animaizinhos.


O esquilo faminto.

         A Turma do Guaraná precisava descobrir o porquê de tão rigoroso inverno. Então, o esquilo os levou até o meio da floresta, onde eles descobriram algo incrível. Havia um clarão no meio da mata, onde não havia árvores ou qualquer arbusto. Adentrando no clarão, as crianças descobriram um enorme buraco.
         — Minha nossa! — gritou a Bolacha recuando para trás, pois quase caíra no abismo para onde pequenas pedras rolaram; um precipício sem fim. Deste, vinha um frio congelante.
         Este buraco gigante, cuja origem era um mistério, era uma passagem que levava até o Polo Norte, que ficava há muitos quilômetros dali. Ele era de aproximadamente 500 metros de largura e de lá soprava uma brisa extremamente fria.
         — Brrr! Que congelante. É melhor nos afastarmos daqui — Disse Tampinha.
         Os animais, que ali moravam, observavam as crianças atentamente, como se estivessem lhes pedindo socorro. Logo todos foram embora dali, pois o frio era insuportável. Agora a Turma do Guaraná já sabia o motivo de tanto frio.
         As crianças retornaram à casa dos avós, onde lavaram as mãos para almoçar. Humm... Mas que delícia de almoço: Era carne seca com quiabo, a nova receita da vovó. As crianças adoraram.
         No fim daquela tarde, todos foram à capela para orar pela cidade. Pedir a Deus que o frio intenso fosse logo embora, pois como as crianças já sabiam da existência do buraco polar gigantesco, só mesmo um milagre poderia tampá-lo, e como todo mundo sabe, somente o Criador faz milagres.
         Este era como um poço largo e profundo, bem dizer, sem fundo, pois ele terminava há quilômetros de distância da floresta de Aiquefrio. Nem todos os esforços de centenas ou milhares de caminhões carregados de terra, conseguiriam cobrí-lo. Bolacha, a menina cientista, concluiu que toda a terra lançada lá cairia no Polo Norte, criando uma montanha ao lado do buraco.
         Tampinha contou a descoberta aos avós, que contaram às autoridades da cidade. O prefeito tomou medidas para tampar o buraco, conversando com cientistas e geólogos, que foram até lá e jogaram, com a ajuda de tratores, muita neve e terra, porém, tudo sumia lá dentro. Era um buraco sem fundo... Algo impossível para o homem resolver. Como tampar um buraco sem fundo, com 500 metros de largura? — soa uma música de suspense e pavor...
         Naqueles dias, já se aproximava o Natal, as casas eram enfeitadas e a população montou uma árvore de Natal gigante, muito enfeitada e brilhante, mas poucas pessoas saíam às ruas para contemplá-la por causa do frio.
         Os cientistas descobriram que o frio aumentava na cidade e foram investigar. Chegando próximo ao buraco polar, descobriram que ele dobrara de tamanho. Era como se a cidade de Aiquefrio estivesse sendo tragada pelo buraco. Aiquefrio estava literalmente caindo neste imenso buraco. Em pouco tempo, não haveria mais a cidade, e o que dizer das cidades vizinhas? — música de terror.

O buraco polar.

         Foi então, que a Turma do Guaraná, que acompanhava os cientistas, lhes disseram:
         — Olha, não podemos tampar este buraco imenso — disse a Bolacha desolada.
         — Somente um milagre impedirá que a cidade seja engolida — concluiu Guaraná coçando a cabeça, como quem não encontrasse outra saída. Logo ele, o menino mais inteligente de Lindópolis, que junto com Pirrixa, solucionou tantos problemas do dia a dia.
         A avó de Tampinha, presente na ocasião, estendeu suas mãos e disse:
         — Vamos dar as mãos agora, meus irmãos.
Muita gente estava reunida ali, e todos estenderam as mãos e gritaram com firmeza:
— JUNTOS, SALVAREMOS A NOSSA CIDADE!
         Os moradores de Aiquefrio fizeram uma corrente de fé e de amor em volta do gigantesco buraco polar. Levantaram suas cabeças aos céus e oraram, pedindo a Deus que resolvesse aguele problema. A população declarou que somente Ele poderia cobrir aquele buraco e impedir que o frio polar continuasse invadindo a cidade e a floresta, matando de frio e fome os animais.
         Todos passaram a tarde ali, pedindo a Deus um milagre, e a noite também. Mais tarde, caiu uma nevasca e as crianças voltaram para casa com os avós. Muita gente não suportou o frio intenso e voltou para casa também.
         Pela manhã, todos voltaram ao buraco polar e continuaram as orações, pois estavam certos de que sua fé não seria em vão, e passaram o dia todo ali, orando.
         O povo estava certo de que algo grandioso aconteceria, então, no fim da tarde, toda a terra estremeceu. Os pinheiros cobertos de neve sacudiram, enquanto as pessoas corriam assustadas para longe do buraco polar, com medo de caírem lá. A neve corria por entre os pés das pessoas; a neve acumulada nos telhados das casas caía e deslizava na direção da floresta; acontecia uma revolução na natureza...
         Ainda naquela tarde, o sol brilhava, derretendo a neve dos pinheiros e dos telhados que pingava em toda a parte, criando vários córregos que corriam na direção do buraco polar. Toda a água que caía lá congelava instantaneamente, cobrindo-o cada vez mais.
         A esta altura, as pessoas já haviam se abrigado em suas casas, sendo que ninguém fora arrastado pelas águas ou pela neve. E com toda a movimentação no solo, na neve e na água, os animais também se abrigaram onde podiam: nas árvores, nas cavernas e nos troncos ocos. Nenhum animal sequer fora arrastado pelas águas ou pela neve.
         A revolução na floresta continuou por toda a tarde e por toda a noite...

         Chegou mais um amanhecer em Aiquefrio e era véspera de Natal.
         Era bem cedo, por volta das cinco horas da manhã, quando surgiram os primeiros raios de sol atrás das montanhas geladas. Aiquefrio amanhecera iluminada como sempre, mas desta vez, havia algo diferente no ar... Havia só um pouquinho de neve, que caíra na madrugada, após a revolução... O clima estava fresco, não gelado como antes. Era um nascer de um dia mais feliz, com flores, grama e musgo sobre as pedras. Escondidos na vegetação, haviam bichinhos, como coelhos, ratos, borboletas e... — Caramba! — Uma cabritinha saltitando nas pedras perto do córrego.
         As crianças, bem agasalhadas, levantaram cedo e foram ver lá fora. Ficaram encantadas com tanta beleza. A natureza estava exuberante naquela manhã.
         — Olhem! Uma cabritinha! — Gritou Paulinha.
         — Ela pula muito, de pedra em pedra, e com tanta agilidade! — Observou a Tampinha.
         As crianças correram para brincar com a cabritinha e lhe deram até um nome.
         — Vai se chamar Pipoca ­— disse Guaraná.
         — Por quê? — Perguntou Pirrixa.
         — Ora! Não vê que ela não para de pular! — Disse a Bolacha.
         — Pipoca, a cabritinha saltitante — concluiu o Guaraná.
         Indo em outra direção, Tampinha que brincava lá fora, viu novamente o esquilo atrás do tronco caído.
         — Ei, menina! Venha cá! — Chamou o esquilo. Depois, lhe entregou algo.
         — Hó! Um amendoim... Obrigada — sorriu a menina.
         Depois, o esquilo subiu ligeiro na árvore e entrou no buraco do tronco. Tampinha o viu ao lado dos filhotes. Agora, todos estavam bem...
         De volta ao buraco polar — soa uma música de suspense. 
        Toda a população estava curiosa para saber o que aconteceu na floresta. A Turma do Guaraná e os avós também seguiram para lá. Os cientistas e os geólogos concluíram que o buraco polar não mais existia, pois fora coberto totalmente durante a revolução na terra.

O presépio de Natal.

         Os moradores da cidade pularam de alegria, cantaram e comemoraram o milagre que acontecera. Todos agradeceram a Deus pelo presente de Natal: um dia lindo de sol; uma temperatura confortável, e na floresta, os animais estavam felizes, porque havia raízes, grama e muitos insetos para eles se alimentarem.
         Para agradecer pelo milagre, a população passou o dia construindo um presépio de Natal no local onde estava o grande buraco polar, que agora estava coberto por fina camada de neve e musgo, entrelaçado com gramas e pequenas flores amarelas.
       No fim da tarde, antes de retornarem para suas casas, todos os moradores se reuniram em volta do presépio e agradeceram a Deus pela graça alcançada. 
        Então, todos se abraçaram e gritaram felizes:

         — UM FELIZ NATAL PARA TODOS, COM MUITO AMOR E PAZ!


                                                        FIM


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