TODA CRIANÇA GOSTA DE BRINCAR E DE LER.

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

30 de Janeiro, Dia do Quadrinho Nacional


A HISTÓRIA DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS.

         As primeiras HQs no mundo moderno surgiram no ano de 1824 em um almanaque nos Estados Unidos, muito embora, elas possam ter sido inspiradas nos desenhos que nossos ancestrais deixaram pintados nas paredes das cavernas há aproximadamente 12.000 anos, que contavam histórias de antigas caçadas. 


Também as pinturas da “Via Sacra” nas igrejas da Idade Média mostram bem uma sequência de acontecimentos que retratava a caminhada de Jesus, sendo como uma HQ muito antiga.


          As Histórias em quadrinhos, tal como conhecemos hoje, foi trazida por Richard Outcault, no ano de 1895, com o personagem “Yellow Kid”, que era um menino usando um tipo de camisola amarela. Este vivia em guetos e contava histórias críticas de sua época de forma lúdica. Foi este mesmo autor quem criou os balões para demonstrar quem estava falando na narração. 










          No ano de 1930, após estrear nos curtas animados, o Mickey mouse, símbolo da Disney, ganhou suas tiras em jornal, e mais tarde, HQs em uma revista.



          Mas, aqui no Brasil, as HQs surgiram bem antes, no ano de 1869 nas mãos de Angelo Agostini. Seu personagem era o “Nhô Quim”, um caipira rico que fazia uma viagem para a corte, vivendo assim, muitas histórias engraçadas. Mas as HQs de Angelo Agostini não seguiam este modelo tradicional com balões, pois eram mais uma evolução dos quadrinhos, porém com personagem fixo.
          Angelo Agostini publicou a primeira aventura de Nhô Quim na Revista Vida Fluminense, no dia 30 de janeiro de 1869, sendo lembrado todo ano como o patrono das HQs no Brasil, cuja data ficou conhecida como o Dia do Quadrinho Nacional.    
Angelo Agostini nasceu na Itália e veio menino para o Brasil, morou em São Paulo e depois mudou-se para o Rio de Janeiro.


          No dia 11 de outubro de 1905, foi publicada a revista O Tico-tico. Muito famosa na época, contava histórias com temas infanto-juvenis e educativos para a garotada, perdurando até o ano de 1960, quando encerrou sua carreira, dando espaço para as HQs dos super-heróis.

          Na década de 50, o cartunista 
Ziraldo apresentou ao público infantil 
a Turma do Pererê, que contava 
histórias da cultura brasileira, 
com o saci, a onça, o jabuti, o índio e 
muitos outros personagens.















           Nos anos 60 surgiu o Bidu e o Franjinha, de Maurício de Souza. Em seguida veio o Cebolinha e toda a turma da Mônica.
           


















Não me esqueço de Antônio Cedraz 
com a Turma do Xaxado. 
Seus personagens viviam 
suas aventuras no 
Nordeste brasileiro.

















          Nos anos 70 e 80 houve uma explosão de personagens: Hqs com os Trapalhões foram criadas, com Xuxa, Com Ana Maria Braga... Quem lembra das histórias em quadrinhos da Vaca Voadora? Do Fantasminha camarada Gasparzinho, da Bolota, da Tininha, da Turma do Arrepio?

         Depois de muito tempo, no ano de 1998 foi criada a Turma do Guaraná, que conta histórias divertidas de cinco crianças na cidade de Lindópolis, de minha autoria, que compõe este site de leitura.
         É muito bom lembrar das histórias em quadrinhos, de como surgiram, suas transformações e personagens. Além dos que citei, existem muitos mais de artistas brasileiros.
          Meus quadrinhos preferidos são os da Disney: Mickey, Pateta, Pato Donald, Tio Patinhas... Também gosto muito do Brasinha, Luluzinha e Turma do Pererê.

Parabéns a todos os artistas brasileiros, 
que tanto se esforçaram para publicar suas obras,
contribuindo, desta forma, para o engrandecimento da cultura
em nosso país.

a seguir, mais personagens e revistas de todas as épocas do século XX.











OS GIBIS
A origem da palavra gibi se deve ao lançamento de uma revista com histórias em quadrinhos com este título pela Globo, em 1939.
Desde aquela  época, gibi significava moleque, menino, e como estes vendiam jornais pelas ruas da cidade, foi adotado este nome para a revista.
Como passar do tempo, gibi passou a ter o significado de revista de histórias em quadrinhos, e não ouse mais chamar um menino de gibi.
Também, já ouvi falar que Gibi era o nome de um personagem negro de HQs na época. 
Observando nesta capa, tem um menino logo acima de GIBI.  É ele.
Pesquisando no dicionário Luft, descobri que a palavra gibi  ainda possui o significado de menino negro.


E vamos continuar desenhando HQs
para sempre.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

A TURMA DO GUARANÁ E A PRAIA DO SILÊNCIO

         Olá pessoal !

       Estou de volta com mais uma historinha divertida.
Guaraná e sua turma moram em Lindópolis, uma cidade muito bonita e organizada, onde existem muitas atrações. A partir de hoje, mostrarei para vocês os pontos turísticos de Lindópolis, começando pela Praia do Silêncio, local onde fica localizada a grande Pedra do Mamute.
     Estamos iniciando um novo ano, o clima está esquentando para a mais quente e divertida estação do ano: o verão. 
        Com todo o calor que está vindo, é bom se preparar para curtir as praias, em especial, as de Lindópolis, onde vive a Turma do Guaraná. Em Lindópolis, uma das praias que se destaca entre a criançada é a Praia do Silêncio. Tem águas bem tranquilas durante todo o ano, e é tão limpinha e transparente que se pode ver várias espécies de peixes e moluscos que vivem por lá. Esta praia começa coladinha com a Pedra do Mamute, cuja história contarei em outro dia.

Corrida de bigas

Bruna Brito
Uma das principais atrações da praia do Silêncio é a corrida de bigas. Mas não é uma corrida tradicional com dois cavalos puxando um carrinho com um homem, porém trata-se de tatuís e camarões. 
A Turma do Guaraná tem sua equipe com quatro tatuís que puxam o carrinho com um camarão cinza muito esperto. 
Todo ano é realizada a prova, e vários moradores trazem suas equipes bem treinadas. 
A Turma do Guaraná fica na torcida por sua equipe, que está estreando neste ano. Os preparativos são grandes, mas cuidado com os bichinhos, pois Claragema, a galinha sabida, está de olho neles... digo, de bico neles.








OS TATUÍS

São pequenos crustáceos que medem 3 centímetros e vivem nas areias das praias, de preferência as com água e areia limpas. 
Eles possuem patas adaptadas para cavar. Então, a onda vem e revira toda a areia, e o tatuí cava rapidamente para se esconder, antes que um predador o abocanhe. 
As crianças gostam muito de catar tatuís para brincar, mas estes bichinhos podem servir de isca para pesca e ser fonte de alimento, tanto que em alguns lugares são cozidos com arroz ou fritos no azeite. Tem gosto de camarão. 

Amiguinhos, 
deixo pra vocês um forte abraço. 
Semana que vem, tem mais novidades.
AMIGOS PARA SEMPRE!

Editoras, para adquirir imagens em alta e histórias, solicite pelo email:
turmadoguarana@hotmail.com

TURMA DO GUARANÁ é marca registrada. Todos os direitos reservados.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

A TURMA DO GUARANÁ E AS DICAS PARA O VERÃO


Olá, amigos!
Estamos iniciando o ano de 2020.
Como passou rápido. 
Ainda me lembro quando entramos no ano 2000, e já se passaram 20 anos desde então...
Naquela época, a Turma do Guaraná acabara de ser criada, em 1998. 
De lá pra cá, quanta coisa aconteceu, quantas histórias, quantas HQs foram desenhadas... Este blog que está para completar 9 anos...
Mas muito bem, estamos iniciando um ano novo, e já estou preparando muitas novidades para vocês:
Uma revista novinha, a nº 2 da Turma do Guaraná; muitas HQs; feiras de  quadrinhos; campanhas e eventos aguardam por nós.
Lembrando que a principal campanha da Turma do Guaraná neste ano é "JUNTOS SALVAREMOS A TERRA". Uma campanha ecológica, cuja meta é proteger o nosso planeta de muitos males; como as queimadas; a poluição das águas e promover a redução do lixo em todo o planeta, principalmente do plástico. 
Muitas histórias e HQs serão criadas com estes temas.

Agora, apresento as


Participe, tornando-se membro 
ou enviando sugestões e críticas para o e-mail 

 turmadoguarana@hotmail.com 
        
PARA LER MAIS HISTÓRIAS, 
CLIQUE NAS IMAGENS AO LADO OU CLIQUE À ESQUERDA EM "MAIS HISTÓRIAS".


Abraços!

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

TURMA DO GUARANÁ E O MILAGRE DE NATAL

Bom dia, queridos leitores!
Hoje apresento o conto de Natal com a Turma do Guaraná.
Uma história inédita com muita aventura e emoção.


         Era fim de ano, quando a menina Tampinha foi visitar os avós que moravam em Aiquefrio, a cidade onde nascera.
         Aquefrio é uma cidadezinha pacata que fica muito distante de Lindópolis, em uma região fria e com poucos habitantes. Nesta época do ano, chega até mesmo a nevar.
         Os amigos de Tampinha ficaram felizes por terem sido convidados, e assim, a turma passaria junta o Natal em Aiquefrio, a cidade gelada.
         Quando chegaram lá, ainda era bem cedo e um lindo sol surgia na linha do horizonte, atrás das montanhas, mas nem por isso, aquele dia seria quente.
         Os avós de Tampinha os receberam com muita alegria e já lhes prepararam o café da manhã com pães, queijo, bolo e chocolate quente.
         Naqueles dias, Aiquefrio atravessava um inverno rigoroso, entretanto, como fazia sol, ainda era possível sair para brincar lá fora. Então as crianças foram brincar na neve que acabara de cair.
         Passeando lá fora, Tampinha observava o Guaraná e o Pirrixa se divertindo numa guerra de neve. Depois, junto com Paulinha e Bolacha, foram montar um boneco de neve.
         — Falta o nariz, que vamos colocar uma cenoura — disse Paulinha olhando em volta.
         — Está tudo coberto de neve, não tem cenoura aqui — falou Tampinha sorrindo.
         — Não tem nada por aqui! Está frio demais! Como os animais estão se virando pra encontrar alimento? — Perguntou a Bolacha.
         É... A vida não estava nada fácil fora das casas e chalés, onde as lareiras aqueciam e as dispensas estavam cheias até a primavera. Lá fora, nos campos e florestas, estava tudo frio e coberto de neve.
         As meninas olharam em volta e nada viam, senão muita neve, mas observando com mais atenção, encontraram um esquilo atrás de um tronco caído.  O pobrezinho estava magro e faminto. Por sorte, Tampinha trazia no bolso alguns amendoins, que deu ao esquilo. Ele comeu depressa e, depois, guardou alguns na bochecha para levar para a toca. Os esquilos são animais silvestres e são como anjos inocentes na natureza. Então ele contou às meninas tudo o que estavam passando. Somente as crianças podem falar com os animais, pois como eles, são anjinhos do bem. Com o frio rigoroso daquele inverno, não só ele e sua família passavam dificuldades, mas todos os animais que ali habitavam: os cervos, os pássaros, o alce e os coelhos também sofriam com a falta de alimento. Somente as raposas estavam ágeis e fortes se aproveitando da fraqueza dos animaizinhos.


O esquilo faminto.

         A Turma do Guaraná precisava descobrir o porquê de tão rigoroso inverno. Então, o esquilo os levou até o meio da floresta, onde eles descobriram algo incrível. Havia um clarão no meio da mata, onde não havia árvores ou qualquer arbusto. Adentrando no clarão, as crianças descobriram um enorme buraco.
         — Minha nossa! — gritou a Bolacha recuando para trás, pois quase caíra no abismo para onde pequenas pedras rolaram; um precipício sem fim. Deste, vinha um frio congelante.
         Este buraco gigante, cuja origem era um mistério, era uma passagem que levava até o Polo Norte, que ficava há muitos quilômetros dali. Ele era de aproximadamente 500 metros de largura e de lá soprava uma brisa extremamente fria.
         — Brrr! Que congelante. É melhor nos afastarmos daqui — Disse Tampinha.
         Os animais, que ali moravam, observavam as crianças atentamente, como se estivessem lhes pedindo socorro. Logo todos foram embora dali, pois o frio era insuportável. Agora a Turma do Guaraná já sabia o motivo de tanto frio.
         As crianças retornaram à casa dos avós, onde lavaram as mãos para almoçar. Humm... Mas que delícia de almoço: Era carne seca com quiabo, a nova receita da vovó. As crianças adoraram.
         No fim daquela tarde, todos foram à capela para orar pela cidade. Pedir a Deus que o frio intenso fosse logo embora, pois como as crianças já sabiam da existência do buraco polar gigantesco, só mesmo um milagre poderia tampá-lo, e como todo mundo sabe, somente o Criador faz milagres.
         Este era como um poço largo e profundo, bem dizer, sem fundo, pois ele terminava há quilômetros de distância da floresta de Aiquefrio. Nem todos os esforços de centenas ou milhares de caminhões carregados de terra, conseguiriam cobrí-lo. Bolacha, a menina cientista, concluiu que toda a terra lançada lá cairia no Polo Norte, criando uma montanha ao lado do buraco.
         Tampinha contou a descoberta aos avós, que contaram às autoridades da cidade. O prefeito tomou medidas para tampar o buraco, conversando com cientistas e geólogos, que foram até lá e jogaram, com a ajuda de tratores, muita neve e terra, porém, tudo sumia lá dentro. Era um buraco sem fundo... Algo impossível para o homem resolver. Como tampar um buraco sem fundo, com 500 metros de largura? — soa uma música de suspense e pavor...
         Naqueles dias, já se aproximava o Natal, as casas eram enfeitadas e a população montou uma árvore de Natal gigante, muito enfeitada e brilhante, mas poucas pessoas saíam às ruas para contemplá-la por causa do frio.
         Os cientistas descobriram que o frio aumentava na cidade e foram investigar. Chegando próximo ao buraco polar, descobriram que ele dobrara de tamanho. Era como se a cidade de Aiquefrio estivesse sendo tragada pelo buraco. Aiquefrio estava literalmente caindo neste imenso buraco. Em pouco tempo, não haveria mais a cidade, e o que dizer das cidades vizinhas? — música de terror.

O buraco polar.

         Foi então, que a Turma do Guaraná, que acompanhava os cientistas, lhes disseram:
         — Olha, não podemos tampar este buraco imenso — disse a Bolacha desolada.
         — Somente um milagre impedirá que a cidade seja engolida — concluiu Guaraná coçando a cabeça, como quem não encontrasse outra saída. Logo ele, o menino mais inteligente de Lindópolis, que junto com Pirrixa, solucionou tantos problemas do dia a dia.
         A avó de Tampinha, presente na ocasião, estendeu suas mãos e disse:
         — Vamos dar as mãos agora, meus irmãos.
Muita gente estava reunida ali, e todos estenderam as mãos e gritaram com firmeza:
— JUNTOS, SALVAREMOS A NOSSA CIDADE!
         Os moradores de Aiquefrio fizeram uma corrente de fé e de amor em volta do gigantesco buraco polar. Levantaram suas cabeças aos céus e oraram, pedindo a Deus que resolvesse aguele problema. A população declarou que somente Ele poderia cobrir aquele buraco e impedir que o frio polar continuasse invadindo a cidade e a floresta, matando de frio e fome os animais.
         Todos passaram a tarde ali, pedindo a Deus um milagre, e a noite também. Mais tarde, caiu uma nevasca e as crianças voltaram para casa com os avós. Muita gente não suportou o frio intenso e voltou para casa também.
         Pela manhã, todos voltaram ao buraco polar e continuaram as orações, pois estavam certos de que sua fé não seria em vão, e passaram o dia todo ali, orando.
         O povo estava certo de que algo grandioso aconteceria, então, no fim da tarde, toda a terra estremeceu. Os pinheiros cobertos de neve sacudiram, enquanto as pessoas corriam assustadas para longe do buraco polar, com medo de caírem lá. A neve corria por entre os pés das pessoas; a neve acumulada nos telhados das casas caía e deslizava na direção da floresta; acontecia uma revolução na natureza...
         Ainda naquela tarde, o sol brilhava, derretendo a neve dos pinheiros e dos telhados que pingava em toda a parte, criando vários córregos que corriam na direção do buraco polar. Toda a água que caía lá congelava instantaneamente, cobrindo-o cada vez mais.
         A esta altura, as pessoas já haviam se abrigado em suas casas, sendo que ninguém fora arrastado pelas águas ou pela neve. E com toda a movimentação no solo, na neve e na água, os animais também se abrigaram onde podiam: nas árvores, nas cavernas e nos troncos ocos. Nenhum animal sequer fora arrastado pelas águas ou pela neve.
         A revolução na floresta continuou por toda a tarde e por toda a noite...

         Chegou mais um amanhecer em Aiquefrio e era véspera de Natal.
         Era bem cedo, por volta das cinco horas da manhã, quando surgiram os primeiros raios de sol atrás das montanhas geladas. Aiquefrio amanhecera iluminada como sempre, mas desta vez, havia algo diferente no ar... Havia só um pouquinho de neve, que caíra na madrugada, após a revolução... O clima estava fresco, não gelado como antes. Era um nascer de um dia mais feliz, com flores, grama e musgo sobre as pedras. Escondidos na vegetação, haviam bichinhos, como coelhos, ratos, borboletas e... — Caramba! — Uma cabritinha saltitando nas pedras perto do córrego.
         As crianças, bem agasalhadas, levantaram cedo e foram ver lá fora. Ficaram encantadas com tanta beleza. A natureza estava exuberante naquela manhã.
         — Olhem! Uma cabritinha! — Gritou Paulinha.
         — Ela pula muito, de pedra em pedra, e com tanta agilidade! — Observou a Tampinha.
         As crianças correram para brincar com a cabritinha e lhe deram até um nome.
         — Vai se chamar Pipoca ­— disse Guaraná.
         — Por quê? — Perguntou Pirrixa.
         — Ora! Não vê que ela não para de pular! — Disse a Bolacha.
         — Pipoca, a cabritinha saltitante — concluiu o Guaraná.
         Indo em outra direção, Tampinha que brincava lá fora, viu novamente o esquilo atrás do tronco caído.
         — Ei, menina! Venha cá! — Chamou o esquilo. Depois, lhe entregou algo.
         — Hó! Um amendoim... Obrigada — sorriu a menina.
         Depois, o esquilo subiu ligeiro na árvore e entrou no buraco do tronco. Tampinha o viu ao lado dos filhotes. Agora, todos estavam bem...
         De volta ao buraco polar — soa uma música de suspense. 
        Toda a população estava curiosa para saber o que aconteceu na floresta. A Turma do Guaraná e os avós também seguiram para lá. Os cientistas e os geólogos concluíram que o buraco polar não mais existia, pois fora coberto totalmente durante a revolução na terra.

O presépio de Natal.

         Os moradores da cidade pularam de alegria, cantaram e comemoraram o milagre que acontecera. Todos agradeceram a Deus pelo presente de Natal: um dia lindo de sol; uma temperatura confortável, e na floresta, os animais estavam felizes, porque havia raízes, grama e muitos insetos para eles se alimentarem.
         Para agradecer pelo milagre, a população passou o dia construindo um presépio de Natal no local onde estava o grande buraco polar, que agora estava coberto por fina camada de neve e musgo, entrelaçado com gramas e pequenas flores amarelas.
       No fim da tarde, antes de retornarem para suas casas, todos os moradores se reuniram em volta do presépio e agradeceram a Deus pela graça alcançada. 
        Então, todos se abraçaram e gritaram felizes:

         — UM FELIZ NATAL PARA TODOS, COM MUITO AMOR E PAZ!


                                                        FIM


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